domingo, 20 de fevereiro de 2011

Wanting to start again,



Filhos de Áries


São meus ídolos eternos. Certamente porque foram geniais, e talvez mais ainda pelo fato de termos algo em comum:

 
"Instinto, primazia e iniciativa são palavras-chave a todo ariano. A pessoa nascida com o Sol em Áries tende a passar do pensamento à ação de forma imediata. De espírito empreendedor, tende a ser autoritário, a assumir 'a cabeça das situações'. Sem mesmo se dar conta, o ariano já se faz líder(...) Se quiser castigar a um Ariano diga-lhe que não pode fazer nada. Sem ação, o ariano se torna impaciente, frustrado e aborrecido. Costumam ter uma mente bastante aberta e de poucos preconceitos. São honestos e espontâneos em suas emoções."
 


(Cazuza)

"Sou ariano. E ariano não pede licença, entra, arromba a porta. Nunca tive medo de me mostrar. Você pode ficar escondido em casa, protegido pelas paredes. Mas você tá vivo, e essa vida é pra se mostrar! Esse é o meu espetáculo. Só quem se mostra se encontra.
 Por mais que se perca no caminho."

(Ayrton Senna)

"Eu sou feliz! Serei plenamente feliz, talvez, se chegar com sabedoria aos 60 anos. De qualquer forma, ainda tenho muita vida pela frente.
Sou ariano, não desisto assim tão fácil."

(Renato Russo)

" Tire suas mãos de mim, eu não pertenço a você. Não é me dominando assim que você vai me entender. Eu posso estar sozinho, mas eu sei muito bem aonde vou - Renato não negava o signo que tinha, olha só! Quem, além de um ariano, poderia escrever com tanta imponência?
 Era de áries, não tem jeito. Quem conviveu com ele sabe bem o que estou dizendo."



Ai de ti, Copacabana.

Um telefonema apenas cordial, a que atendo com naturalidade - mas por que, depois, esse indefinível tremor íntimo, essa remota noção de que representei uma cena sob o efeito do hipnotismo, esse indizível susto? Sou um homem tranqüilo, e minha vida está tranqüila, mas ouço essa voz, esse nome, e pronto! - começo a agir como se eu trabalhasse em um filme a que eu mesmo estivesse assistindo. Represento meu papel de maneira normal e faço o papel de um homem normal; mas há um outro eu invisível que é aqualouco, patinador sobre o arco-íris, menino tonto, Hamlet, palerma, patético. Enquanto eu digo uma coisa sensata esse meu fantasma se entrega a um silencioso desvario, ou recita versos antigos, voa como anjo, soluça. Posso contemplá-lo com frieza, criticá-lo, ter pena dele; evito que ele influa no mais mínimo em minha conduta real; quando ele tem um impulso de falar ao telefone eu me ponho tranqüilamente a descascar laranjas ou fazer ponta em um lápis; e sem minhas mãos, sem meu corpo, ele não pode fazer nada. Resolvo ignorá-lo e chego a esquecê-lo durante semanas; mas quando surge a Presença ele salta ao meu lado, sob uma luz sobrenatural, absurdo e infantil. Não estou apaixonado; meu comércio sentimental com as outras criaturas corre normal, com suas alegrias e tristezas. Não estou apaixonado, mas posso ver a face da paixão. E por um instante fico parado, mudo, como quem ouvisse, no fundo da noite, o sussurro das estrelas e reconhecesse. (A Presença, por Rubem Braga)

Coloca no lugar,



"Coloque, por favor, o meu café pra esquentar. Coloque uma lua lá fora, coloque um batom. Coloque um coração pra funcionar, uma rosa na ponta da arma, brisa boa no olhar. Do nosso livro louco, coloque a verdade, e das conversas boas, coloque saudade. A minha tatuagem na sua. E na tristeza boba coloque vontade pra caminhar ao sol, pintar a paisagem. Vamos soltar sorrisos na rua. Coloque a minha vida na sua. Pois é que hoje eu vou reservar no meu coração o teu lugar e, quando resolver chegar, me traga um sonho bom." (Dudu Tarcísio)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Fashion Week Around the World

O ano começando e os desfiles de moda super em alta! Todo ano é assim, chega Janeiro e os olhos do mundo se voltam para as semanas de moda nos maiores centros fashion do planeta. São Paulo, Rio de Janeiro, Milão, Paris e Nova York: o mundo inteiro quer saber o que os maiores estilistas do momento reservam para o ano que começa, seja na coleção Outono-Inverno ou na alta costura Primavera-Verão de Paris.   

Hoje em dia, moda é um assunto global. De todas as classes, de todos os credos, de todos os sexos. E, falando de um assunto tão cotidiano, nada melhor do que analisar o que está em alta! Os grandes estilistas estão ditando o que será tendência neste ano que começa e, com uma ajudinha do GNT Fashion, aqui vão algumas dicas pra você que quer ficar por dentro!

O sobe e desce das tendências em 2011:
SUBINDO!
* tons de azul e coral, tanto nas roupas quanto no make e nos sapatos
* sandálias anabela, sapatos estilo Oxford e rasteiras com amarrações
* saias longas, calça pantalona e vestidos curtérrimos
* tecidos florais, seja na roupa ou no sapato
* bolsas compactas, super práticas e fáceis de carregar
* cabelos mais curtos, com tons naturais e bem volumosos
* óculos tipo gatinho ou bem redondos, com um ar meio pin-up

DESCENDO!
* tons nude, com excessão do cáqui e do areia combinados com cores mais intensas
* gladiadoras e botas no estilo peep-toe
* microssaias e calças curtas e muito justas
* estampas fotográficas
* maxibolsas
* cabelos super longos ou com mechas californianas
* óculos aviator, que cai um pouco mas não deixa de ser clássico


Quanto á maquiagem, meninas, fiquem atentas! As cores fortes saem da boca e vão para os olhos, marcando bem o olhar! A tendência são olhos bem delineados, o côncavo super marcado e sombras corais e neon. O pretinho básico, é claro, continua in. Mas cuidado pra não misturar demais! Use com cautela e, quando optar pelos tons neon, prefira um bom rímel e um lápis somente esfumaçando os cílios a um deliniador puxando o olho de gato. Assim o make não fica tão pesado ;)









Ah! Como não poderiam faltar, as unhas aparecem em tons mais discretos, variando entre o clássico nude e os tons cacau, cinza e rosê. No mais, é só você se lembrar de que as tendências existem para te ajudar a guiar-se no mundo da moda, mas cada um tem seu estilo e não deve se perder em meio a tantas ofertas e novidades. O bacana é adaptar o que está em alta ao seu estilo próprio e não se esquecer de que o que vale sempre e estar de bem consigo mesmo!  

Gabi Roldão.

Told you I was trouble,


Londrina, branca, judia, jovem e insegura, seu humor se explicita no tamanho do penteado. Com 28 anos é cantora e compositora, defende o R&B e o soul. Sem mais delongas, uma (com o perdão da palavra) porra loca simplesmente extraordinária. Quem? Eu digo. Amy Jade Winehouse, a mais recente revelação da música européia que se tornou fenômeno mundial, e com razão.

Passando pela sala, vi minha mãe assistindo ao DVD dessa potência musical que é Amy. Pensei logo: por que não? Afinal, estamos falando de alguém que além de fantástica em suas composições, tem uma voz inacreditavelmente classuda e inconfundível. Quem a ouve sem nunca tê-la visto, imagina uma negra daquelas para as quais parece natural um vozeirão de arrasar. Quem a vê, inevitavelmente lembra da inesquecível Janis Joplin, branca e dos olhos claros, que parece ter sido abençoada pela voz que tem. Fato é que Winehouse tem um talento inquestionável, que parece ter nascido com ela. Um verdadeiro dom, para poucos.

Segundo a própria cantora, suas composições partem de algo que nem ela mesma entende, mas são reflexos do que ela vive em seu cotidiano, seus relacionamentos e suas aflições. Ela diz que o problema com a bebida, muito questionado mundo a fora, começou com o fim de um namoro que a deixou extremamente deprimida mas que, pelo menos, serviu para que escrevesse uma boa música, Rehab. Seu pai, Mitchell Winehouse, declarou que a situação é bem curiosa, já que hoje o mesmo namorado que a fez afundar é com quem ela se casou e por quem ela resolveu se tratar. Graças à Deus, eu diria. Não poderíamos perder alguém com tanto talento, ainda mais nos dias de hoje!

O tal namorado (que agora já é marido), Blake Fielder-Civil, já chegou a declarar ao jornal News Of The World que se sente culpado pelos vícios da cantora. Não só por tê-la feito sofrer e se afundar na bebida, mas por ter apresentado à ela outras drogas ainda mais perigosas. Felizmente eles parecem ter se tratado. Amy está voltando a fazer shows, inclusive já veio ao Brasil este ano e cantou até o ultimo minuto. Perdeu o fôlego em algumas notas, mas chegou ao fim do show regada à água  e nada mais.

Torço por ela, de verdade! Há muito tempo não se via alguém cantar o que ela canta com tanta sutileza e classe. É o tipo de artista que surge do nada, que simplesmente nasce, acontece. E isso não é algo que seja comum por ai, é uma raridade, eu diria. Espero que ela se recupere e por muitos e muitos anos continue a nos prestigiar com sua arte, seu dom. Levanto essa bandeira aqui, agora. FORÇA, AMY! Tenho certeza que iremos ouvir muito ainda sobre essa artista fantástica que Deus nos deu. Coisas boas, eu espero! Para finalizar, uma música que eu adoro! Meio melancólica, é verdade... mas linda e única, como só a Amy sabe fazer!


Love Is A Loosing Game - Amy Winehouse:  http://www.youtube.com/watch?v=nMO5Ko_77Hk


Gabi Roldão.

A começar pela mudança,

Mudei e, de fato, estou mudada. Me formei no último ano e, muito mais do que simplesmente encarar a vida adulta, tive que encarar mudanças radicais em minha vida. Estudei durante 11 anos em um mesmo colégio, convivi por todo esse tempo com praticamente as mesmas pessoas e me apeguei à rotina que eu vivia ali. Vi todos ao meu redor crescendo, mudando, se tornando gente grande. E passei pelas mesmas mudanças, também cresci e também deixei de ser criança. Conheci todos os funcionários, sabia o nome de quase todos de cor. Me tornei amiga de alguns. Conheci pessoas incríveis e outras nem tão incríveis assim. Passei por momentos únicos e os guardo na memória como uma fotografia, que congela o momento e o mantém sempre presente.

Aí, veio o último ano... Aquele em que você precisa escolher uma profissão a seguir, em que se sente decidindo o seu futuro e abrindo mão de tudo o que te cerca para viver a sua vida, para fazer as suas escolhas, para seguir o seu caminho. E não há ninguém no mundo que possa fazê-lo por você. Então você escolhe e encara, precisa encarar! No meu caso, Biomedicina. Daí você estuda, se dedica o quanto pode e é testado. Enfrenta uma verdadeira prova de resistência, que além de testar seus conhecimentos irá testar o que você é, suas emoções. Para alguns, mamão com açúcar. Para outros, nem tanto! Isso tudo faz parte, inevitavelmente um dia passamos por isso. É o curso natural da vida. A partir de então, você segue sua carreira e se torna, de fato, gente grande!

Mas, no meu caso, o vestibular não foi o único desafio! Me mudei de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa! Sem conhecer absolutamente ninguém e enfrentando o maior de todos os obstáculos nisso tudo: a distância. 
Não estava nada satisfeita no início, mas estou me acostumando com a ideia. Com o tempo eu acabei descobrindo que, mesmo que a saudade aperte, isso não é lá um bicho de 7 cabeças. Daqui pra BH são 40 minutos de avião e até que viver numa ponte aérea não é tão ruim assim. Pois bem, me conformei. 

De agora em diante, é me focar nos estudos e aprender a lidar com a saudade que, às vezes, sufoca e muito. No mais, acho que estou feliz! Estou encarando isso tudo como uma experiência e, se não der certo, eu volto e começo tudo outra vez! Quanto aos que deixei para trás, o que for verdade vai sobreviver e, o que não for, vai servir de lição.



Como dizia o eterno rei Cazuza: o tempo, meus queridos, NÃO PARA!
Gabi Roldão.

Recomeçar,



É, 4 meses e cinco dias após a última postagem, aqui estou! Confesso que já tinha desistido do blog, por falta de tempo ou de paciência mesmo. Mas fato é que, de alguma forma, eu sentia falta disso aqui! Escrever é bom quando a gente não tem o que fazer, só para passar o tempo. Mas é melhor ainda quando você tem algo a dizer, quando você tem vontade de dividir com as pessoas o que você sente, falar das coisas que você gosta, refletir sobre a vida. Escrever é como uma válvula de escape, é uma forma de traduzir tudo aquilo que diariamente invade nossos pensamentos e nos faz, de um jeito ou de outro, sobreviver. Nenhuma mente é sã quando se ocupa de vazio. Estamos o tempo todo em movimento e, graças à Deus, nossa mente está sempre ocupada com algo. Enfim, estou de volta e pretendo continuar escrevendo sempre que puder! 


Gabi Roldão.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cansada de correr na direção contrária,



Quer saber? Cansei. E são inúmeros os motivos pelos quais me vejo cansada. Cansei de correr atrás das pessoas tentando dar sentido a algo que não existe mais, cansei de tentar agradar, cansei de tentar provar que poderia ter valido à pena, cansei de tentar mudar aquilo que, no fundo, eu sempre soube que seria igual.

Chega um momento da vida em que por mais que alguém seja especial pra você, que você se dedique, se preocupe, se interesse e lute para ter este alguém por perto, você finalmente descobre que sozinho você não moverá montanhas. Porque quando um não quer, definitivamente, dois não brigam.
 
Amizade é reciprocidade, acima de tudo. E eu acho que hoje eu sei exatamente o que é isso. Hoje, depois de me afastar por cansaço. Depois de muito tempo tentando, eu descobri o que verdadeiramente é reciprocidade. E acho que estou bem melhor assim, diga-se de passagem. Antes a certeza do que a eterna dúvida. A certeza pode ser doída, mas a dúvida é frustrante. E podem ter certeza de que a frustração é pior, com certeza é.

Ás vezes é preciso se afastar de todo mundo, pra saber quem vai sentir sua falta e correr atrás de ti. Quem tem tempo pra se preocupar contigo é por quem vale a pena dedicar-se. Já dizia o velho ditado: "Dê valor a quem  te dá valor". Nada mais justo, não acham?
E o lado positivo disso tudo é exatamente descobrir quem realmente se importa. E você descobre, acredite.



Gabi Roldão.

sábado, 2 de outubro de 2010

Um furacão de talento e inventividade chamado Maria Gadú.


Há muito tempo não se via uma cantora e compositora de nível como é Maria Gadú. Em meio á tantas bandas sem conteúdo, gente achando que é compositor só porque escreve meia dúzia de palavras e transforma em música (se é que se pode chamar de música), eis que surge um fenômeno. Finalmente, entre tanta pobreza musical, surge alguém com talento que transborda e de qualidade inquestionável.

Aos 22 anos, a paulistana Maria Gadú se viu sair do anonimato rumo ao posto de revelação da MPB, como um novo e genuíno talento. Além da voz inconfundível, a cantora apresenta um repertório praticamente todo composto por ela mesma e surpreende pela poesia de suas letras. Em cinco meses apenas, a estrela surgiu, assinou contrato com a Som Livre e gravou o seu primeiro CD. Na estréia, estavam presentes ninguém mais ninguém menos que Caetano Veloso e Milton Nascimento, além de uma penca de outros artistas e críticos conceituados da música nacional.

O público em geral compartilha de um mesmo sentimento. Todos sabem estar diante de uma cantora e compositora de peso. Frente aos trabalhos de Maria, fica difícil estabelecer comparações. Trata-se de uma artista única, um fenômeno singular.  

Me lembro bem da primeira vez que ouvi sua voz. Foi na minissérie Maysa, cantando Ne Me Quitte Pas em um formato inovador. Lembro que fiquei me perguntando de onde veio aquela voz rouca e impressionante que, apesar de aparentar maturidade musical, parecia ser de uma garota bem jovem. No mesmo dia busquei pela internet o nome da dona daquela voz e logo de cara me tornei uma fã. Quem ainda não conhece DEVE procurar as músicas e ouvir. Tenho certeza que também se tornarão fãns.

A princípio, quem ouve a voz de Maria Gadú faz alusões inevitáveis à outro fenômeno que marcou a música brasileira, a eterna Cássia Éller. As vozes realmente apresentam certa semelhança, mas Maria está longe de ser uma cópia de Cássia. Ao contrário, Maria Gadú é uma nova face do que Cássia Éller representou. A voz rouca e intensa divide espaço com uma delicadeza incomum. Ao ser comparada, comentou: "Adoro a Cássia Eller, mas não sou a reencarnação dela, até porque quando ela faleceu eu já estava viva (risos). Eu a acho simpática e insubstituível. Não tem essa de ser a nova Cássia Eller. Ninguém é o novo ninguém, só ela poderia se renovar, como fez ao longo de toda a carreira. Foi uma perda muito grande a nós e aos nossos ouvidos. Sempre gostei e ouvi muito, e ouço sempre." E não me resta nada a declarar depois disto.  

                


Além de compor boa parte das músicas que canta, Maria Gadú regravou canções de grandes compositores e também algumas que surgiram na voz de cantores, digamos, um tanto quanto desprovidos de talento para a música. De tão surpreendente que é, Maria conseguiu transformar letras como a de Baba Baby, originalmente gravada por Kelly Key (¬¬'), em uma canção de verdade. Mesmo que a letra continue uma verdadeira agressão aos ouvidos, a regravação trouxe ao menos musicalidade para tal. E até que ficou legal, ousado e de bom gosto. A Kelly deveria agradecer à Gadú por isto.

Pra quem tiver interesse em conhecer, segue a lista de músicas que compõe o CD da jovem revelação, lançado no fim de 2009. O disco, homólogo da cantora, tem boa parte das músicas compostas por ela e é simplismente incrível.

 



1- Bela Flor
2- Altar Particular
3- Dona Cila
4- Shimbalaiê
5- Escudos
6- Ne Me Quitte Pas
7- Tudo Diferente
8- Laranja
9- Lounge
10- Linda Rosa
11- Encontro
12- A História de Lili Braun
13- Baba



Bem, fico por aqui com uma frase da cantora que está presente em minha música preferida do álbum, Encontro.



"Deixe estar, que o que for pra ser vigora." (Maria Gadú)



Gabi Roldão.